segunda-feira, 30 de maio de 2011

A Química na MostrAV 2011 - Muro das opiniões

Pois é, a Química esteve, como sabem, presente na MostrAV 2011, no âmbito das comemorações do Ano Internacional da Química (AIQ 2011). E deixámos os visitantes opinarem sobre o que viram, sem condicionantes nem "censura" ;-)

Aqui fica uma amostra. Consegues encontrar o que escreveste?










domingo, 29 de maio de 2011

A Química na Escola

Pois é, como já devem ter percebido, durante o mês de Abril decorreram diversas actividades no agrupamento integradas na MostrAV 2011. Apresentámos algumas ideias no âmbito da química que, esperamos, tenham sido do vosso agrado e que tenham, igualmente, contribuído para a vossa aprendizagem, estimulando simultaneamente o gosto pela química, em particular, e pela ciência em geral.

Ficam mais algumas imagens dos eventos:

Os cartazes preparam para o que encontramos lá dentro

O menu




O que acharam?

Os materiais







Comentários precisam-se ...
Os visitantes

O biodiesel II


AEAAV, MostrAV, Abril 2011



O biodiesel I

O biodiesel é um combustível para ser utilizado nos carros ou camiões, feito a partir das plantas (óleos vegetais) ou de animais (gordura animal).

O biodiesel só pode ser usado em motores a diesel, portanto este combustível é um substituto do diesel.
Para se produzir biodiesel, o óleo retirado das plantas é misturado com um álcool (metanol) e depois estimulado por um catalisador. O catalisador é um produto usado para provocar uma reação química entre o óleo (que contém ácidos gordos) e o álcool, com formação de compostos denominados ésteres. O óleo é separado da glicerina (usada na fabricação de sabonetes) e filtrado.

Existem muitas espécies vegetais que podem ser usadas na produção do biodiesel, como o óleo de girassol, de amendoim, de soja, entre outros. O biodiesel pode também ser produzido a partir de óleos recuperados da indústria alimentar, por exemplo.




Gelatina fresquinha

O que é a gelatina?
A gelatina é em geral extraída dos ossos e tecido conectivo de animais. Uma outra fonte de gelatina podem ser algumas algas. A gelatina pura é formada essencialmente por proteínas (colagénio):
84-90% de proteína
1-2% de sais minerais
8-15% de água

A gelatina começou a perder o seu mistério depois de 1920, quando o físico-químico Staudinger introduziu o conceito de macromolécula, quer dizer moléculas muito longas, formadas por pequenas unidades que se repetem. No caso das proteínas, as unidades constituíntes são cerca de 20 amino-ácidos, diferindo as proteínas consoante o número de amiono-ácidos que as formam e a sua sequência. Podemos imaginar estas moléculas como fios, capazes de se dobrar sobre si mesmos ou de se desenrolar, segundo as características do meio em que se encontram.


O consumo de gelatina (não exagerado, como em tudo o resto) traz imensos benefícios para a saúde:
  1. Enrijece o corpo: contém nove dos dez aminoácidos essenciais ao corpo. Estes por sua vez favorecem a síntese do colagéneo, que ajuda a sustentar os tecidos.
  2. Fortalece as unhas e ajuda a combater a queda de cabelo: O consumo regular ajuda a aumentar a espessura das unhas e do cabelo, o que os torna mais fortes. Além disso, acelera o crescimento.
  3. Diminui o apetite: A gelatina tem a capacidade de se ligar a uma grande quantidade de água. Por isso, dá a sensação de saciedade e diminui os riscos de exagerar à mesa.
Na tua escola também podes fazer um pouco de gelatina. Nós fizemos:



Que tal? Parece deliciosa, não achas?

AEAAV, MostrAV, Abril 2011

Pipocas deliciosas

 
Por que é que as pipocas estouram?

A "explosão" de um grão de milho quando aquecido é o resultado da combinação de 3 factores:

1. O interior do grão (endosperma) contém, além do amido, cerca de 14% de água.
2. O endosperma é um excelente condutor de calor.
3. O exterior do grão (pericarpo) apresenta grande resistência mecânica e raramente possui falhas (rachaduras).




Quando aquecido intensamente, a água no endosperma sofre vaporização, criando uma grande pressão dentro do grão. O pericarpo actua como uma panela de pressão, evitando a saída do vapor de água até que uma certa pressão limite seja atingida. Neste ponto, ocorrem duas coisas: o grão explode, com som característico (pop!) e o amido do endosperma incha abruptamente, criando aquela textura macia.
http://quimica-ii.blogspot.com/2009/06/por-que-as-pipocas-estouram.html

E que tal umas pipocas enquanto vês o filme que colocámos acima?

Estas são para mim !!!!

Recuperando energias para a aula seguinte ...















AEAAV, MostrAV, Abril 2011

O queijo

O leite contém caseína, uma proteína de forma globular que se organiza em estruturas independentes chamadas micelas. Se acidificarmos o pH do leite ou adicionarmos uma enzima, a renina (contida no chamado coalho), as micelas de caseína, antes separadas, têm tendência para se agregarem.
Basicamente, este é o primeiro passo para se fazer o queijo. Ao contrário da manteiga, que é uma matriz de gordura onde se encontram proteínas dissolvidas em gotículas de água, o queijo é uma matriz de proteína, na qual se podem encontrar glóbulos de gordura.
Mas como conseguir a sua estrutura coesa? É isso que vamos ver de seguida



O primeiro passo para se fazer queijo é baixar o pH do leite, de forma a conseguir a agregação de micelas de caseína. Para isso, junta-se ao leite bactérias que consumam o açúcar do leite e produzam ácido láctico. Este processo tem o nome de fermentação láctica e é semelhante à fermentação alcoólica. Com a produção de ácido, o pH do leite baixa e as micelas de caseína começam a unir-se.
Para conseguirmos um agregado ainda mais coeso, o leite é então aquecido, juntamente com a enzima renina. Relembra que a enzima renina desestabilizava a unidade da caseína que mantinha as micelas separadas. Agora, as micelas agrupam-se compondo um gel semi-sólido.
O gel é coeso por que as longas moléculas de caseína, antes separadas, se ligam umas às em vários pontos criando um emaranhado que atravessa toda a solução e lhe dá a textura de um gel. Mas estas proteínas ainda não se encontram suficientemente ligadas para criarem uma matriz digna de um queijo. Os seus interstícios são grandes e contém uma grande quantidade de água.
As proteínas ao serem aquecidas, desnaturam, ou seja, as suas longas cadeias de aminoácidos começam a desenrolar-se. Estas longas cadeias têm a tendência para reagir com outras cadeias de aminoácidos, ligando-se a elas em vários pontos. Por entre essas cadeias ligadas à espaços que são preenchidos pela água.

Se aquecermos ainda mais as proteínas, estas criam mais ligações entre elas. O resultado? A substância em que elas estão fica mais sólida e como os espaços entre elas ficam menores, a água vai saindo dos seus interstícios. Então é isso mesmo que temos de fazer ao gel de caseína! Aquecê-lo para que fique mais coeso e expulse a água em excesso. Só há um pequeno problema. A caseína não é a única proteína no leite. Existe a lactoglobulina, uma proteína que se aquecida forma um gel que interfere com a união das caseínas.
Antes de aquecermos o gel ainda mais, temos de retirar dele a lactoglobulina antes que esta coagule e estrague a formação do queijo. Para já, o leite apenas sofreu um aquecimento moderado, quando a renina foi adicionada. Dessa maneira, a lactoglobulina ainda não coagulou (isto apenas acontece a temperaturas superiores a 73°C) e encontra-se dissolvida na fase líquida, sendo facilmente extraída. O gel é então cortado em bocados pequenos e espremido. O excesso de água é expulso, levando consigo a lactoglobulina dissolvida. Forma-se agora uma coalhada. Como a lactoglobulina já não está presente, a coalhada pode ser bem aquecida, para que a acção da renina desestabilize ainda mais a caseína que acaba por desnaturar. A sua estrutura, dobrada sobre si mesma, começa a esticar-se formando filamentos que se unem uns aos outros. A coalhada fica mais densa e compacta. Segue-se uma filtração, em que o excesso de água é novamente retirado. A coalhada é então colocada a descansar sobre pressão – os filamentos de caseína unem-se mais, oferecendo ainda mais coesão, formando o queijo com a consistência que conhecemos.

Por entre a rede de caseína unida está aprisionada gordura e água. O queijo é então uma matriz de proteína unida, com alguma água e gordura aprisionada

http://quimicamente.no.sapo.pt/regras.html

Vamos ver agora algumas fotos dos teus colegas numa queijaria muito especial: A tua escola !!!

... e faça-se queijo !!!

Parece que temos tudo de que precisamos

Parece que todos querem provar ...

Seus comilões !!!!

Para que serve aquilo ???
AEAAV, MostrAV, Abril 2011